Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

«O Jogo de Salazar», Ricardo Serrado


.


Este é um livro sobre futebol. Sobre a história do futebol. Mas não sobre o futebol que conhecemos. Fala de outro futebol, ou melhor, do mesmo. Mas observado e interpretado de outra forma.

O futebol no Estado Novo.


 



Mais dados sobre o autor:



 



Ricardo Serrado, nasceu em Lisboa em 1980, é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre em História Contemporânea pela FCSH, da Universidade Nova de Lisboa.


Desde cedo que incidiu a sua área de estudo para a história do desporto, em geral, e do futebol, em particular, onde tem desenvolvido vários trabalhos e artigos pioneiros sobre essas temáticas. Ricardo Serrado destaca-se, sobretudo, por ter sido o primeiro historiador em Portugal a fazer, por impulso do mestre António Matos Ferreira, uma ligação nunca antes realizada no mundo académico – futebol e historiografia.


Neste momento está a coordenar um pioneiro e ambicioso projecto de investigação científica subordinado ao tema História do Futebol em Portugal – Uma Análise Social e Cultural. É, também, investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH, UNL, e do Centro de História da FLUL, sendo, ainda director do recém-criado Centro de História do Futebol e do Desporto.
publicado por Oficina do Livro às 17:20
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2 comentários:
De arteaportugal a 28 de Outubro de 2009 às 12:05
FUTEBOL
FUTEBOL
Neste correr instituído.
Já não se joga à equipa do coração.
À cor de qualquer camisola o corpo é constituído.
Arrastando tudo, aos valores da remuneração.
Assim, neste viver ao metal.
Não há jogada verdadeira.
Até o ir ao estádio, pode ser letal.
Quando a ganância, torna a claque desordeira.
Nesta batalha, ao puder, perdeu-se o tempo da bola.
Do garrafão do fado e da bandeira.
da chanfalhada na tola.
E da inebriante bebedeira.
Já o corpo, não rebola.
No cascalho da brincadeira.
Já a bola, não é a esteira.
Do mandão da cadeira.
Que a liberdade exacerbada, metia na cadeia.
À força, de uma Nação ordeira.
Mas, com os senhores da nova coleira.
Que muitos assassinou à política da nova bandeira.
Negando-lhes a Pátria derradeira.
Já o Domingo, não é santo dia de bola e borracheira.
Ela hoje, é jogada em qualquer dia com feira.
E como não se respeitam Divinas escrituras, até aos sábado é chutada.
E desportivamente mal tratada.
Deixou de ser cantada, passou a ser uma grande choradeira.
Com a vitória abrilesca, de força estrangeira.
Entra o país, na desordem da nova bitola.
Comem-se sardinhas com bolo rei de fraque e estola.
Todos são doutores sem caneta, a viver de armada pistola.
E a de ontem, jogada e cantada bola.
Muito hoje, mal rebola.
Transitou ao mausoléu com a sinistra ditadura.
Nesta intentona, entram na bola novos estagiários.
Senhores de diferente desportiva investidura.
Vêm das estranjas, os novos futebolistas mercenários.
Nestes novos atléticos cenários.
Perderam-se as alegrias das antigas jogadas.
Repletas de goleadas.
No tempo, em que a bola, era jogada com dedicação.
E imperturbavelmente ovacionada em grande aclamação.
Hoje, nesta democracia de falsa animação.
Passamos a viver com livros de muitas escritas.
E são tantas, de antigas escritas, as palavras ditas.
Por homens, sem as verdadeiras eruditas fitas.
Que entramos, na era de malignas desditas.
Com tantos ditos e desditos, vingam os oportunistas.
Ganham os vigaristas.
E, como não há verdadeiros estadistas.
Os ministros, são hoje, já futebolistas.
Ou com eles andam, pelas desportivas pistas.
A angariar políticos proveitos.
Aproveitando a ajuda da bola, para serem eleitos.
Hoje, até já são os futebolistas, a chamar o povo às eleições.
Como o mundo, vive tantas contradições.
E como agora, se berra por tudo e por nada.
É impossível dar atenção à voz da manada.
Neste país, de doutos de canudo duvidoso.
Mas de titulo vaidoso.
Nesta fantasmagórica fantochada carnavalesca.
Em abstracto colorido de tinta fresca.
Ganham também os cronistas.
Assim, como os jornalistas.
Na divulgação das fantasiosas jogadas.
Que os doutos das chutadas.
Goleiam, em suas parcas cabeçadas.
No entanto, no tempo dos pides sanguinários.
E dos ministros ordinários.
Em que os clubes, não eram santuários.
Nem catedrais a revolucionários.
Com interesses divisionários.
Gritava a oposição.
Nos seus comícios à transição.
Cuidado operários.
O Botas, e seus salafrários.
Com o fado, e a bola, enganam a população.
Até a Amália, é força pidesca da situação.
Camaradas destas afeições.
A que lutar contra as traições.
À que discordar e ser irreverente.
Não se pode ser benevolente.
Com quem, com a bola, difunde a Nação.
E aos chutos, nos nega a alimentação.
Nos envolve na sua nacionalista educação.
Nos inibe da liberdade.
De restarmos sem nacionalidade.
Nos obriga a respeitar os egrégios.
Só porque, foram nacionalmente régios.
Camaradas! à que lutar!
À que, pela nacional morte labutar.
A que fazer a revolução.
A que obstruir, toda e qualquer, nacional solução.
A que debilitar.
E na revolução militar.
Para tudo minar.
Até mesmo assassinar.
Quem inabilita a evolução.
Da anti nacional construção.
Era esta a gritaria.
Da nefasta confraria.
Que a nação levaria.
Ao descalabro e selvajaria.
Ao abandono e à matança .
De gente, que à Nação, foi abastança.
Do herói, que pela Pátria lutara.
E a Nação juntara.
Num universal que ás quinas cantara
Em unas camisas que o mundo fascinara.
E estridentemente ovacionara.
Hoje, com ministros outros, e tempos outros.
Desavindos são os campos e os encontros.
Já não se chuta no cascalho.
Facilitado é o jogado trabalho.
O jogador, hoje,
De Rogério Silva a 3 de Dezembro de 2009 às 16:35
Seria interessante fazer o mesmo em relação ao futebol após o 25 de Abril de 1974.

Sobretudo desde 1984.

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