Terça-feira, 24 de Março de 2009

"Bullying", de Joel Haber


O bullying apresenta contornos cada vez mais definidos em todas as escolas portuguesas, como este artigo poderá comprovar.

Joel Haber é um dos mais conceituados especialistas na prevenção de agressões infantis. Pioneiro na área, já trabalhou com milhares de crianças, pais, professores e educadores para entender as causas da dinâmica bullying - desde identificar «tipos de agressão» até explicar o porquê das crianças se tornarem agressoras, alvos ou observadoras - e para desenvolver um programa com provas dadas que visa terminar com estes comportamentos de uma vez por todas.

Este livro sugere um programa antibullying que se assume prático, protector e faseado e que produz resultados duradouros, desde o ensino básico à universidade. Bullying – Manual Anti-agressão oferece passos e acções específicas para ajudar qualquer criança a construir auto-estima, a desenvolver compaixão e confiança e a ter sucesso na escola, no campo de férias, no desporto... Poderoso, instrutivo e inspirador, este guia muito útil ajudará os pais a detectarem sinais precoces de abusos e a intervirem com resultados duradouros.

 

Um livro recomendado pela Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva

 

Isabel Garcia

(Casa das Letras)

 

 

 

publicado por Oficina do Livro às 13:19
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1 comentário:
De Zé da Burra o Alentejano a 26 de Março de 2009 às 11:34
Bullying e violência juvenil

Deixem-se de "tretas": primeiro a culpa era dos livros de banda desenhada violenta, depois dos filmes violentos e agora dos jogos violentos. A verdade é que todos os machos jovens sentem o impulso e a necessidade de afirmação perante os seus iguais para subirem na hierarquia do poder e de domínio das fêmeas e a violência para com os seus rivais é a forma mais natural de atingir o objectivo. Isto é observado em todo o reino animal, sejam: cães, bois, veados, peixes, macacos e, obviamente, o homem. Porém, este impulso natural era condicionado na espécie humana desde a infância em virtude das regras sociais que balizavam os comportamentos dos jovens sob pena de ficarem sujeitos a castigos severos. Mas a afirmação do jovem era feita de outras formas: o poder económico, a marca do automóvel, tratando de forma pouco digna os mais fracos, chamando-lhes alcunhas, muitas vezes relacionadas até com defeitos físicos, como: zarolho , maneta, etc...
Actualmente as crianças nascem e criam-se sem estarem sujeitas a grandes castigos, diria até na maior das impunidades e assim os instintos naturais não são condicionados pela socialização que condicionava antes os comportamentos dos jovens, daí a passarem a proceder como qualquer outro animal, agredindo fisicamente os seus rivais para se imporem perante eles e sobretudo as fêmeas, eis o que hoje chamamos de bullying ".

As actuais formas de educação estão erradas: "está tudo de pernas para o ar", a violência e o "bullying" são o resultado de tudo isso.

Os professores estão hoje impedidos de castigar fisicamente os alunos, mas não só: os próprios pais estão hoje sujeitos a duras penas se o fizerem em muitos países, incluindo em Portugal, por isso começou já a dar-se uma inversão em termos de autoridade que passou dos professores para os alunos e até dos pais para os filhos. Por isso não é de espantar que os professores tenham muita dificuldade em manter a ordem na sala de aula e por vezes nem o consigam, chegando até a ser severamente agredidos por alguns alunos. Começam também a surgir casos de pais que são duramente castigados pelos seus filhos quando não lhes satisfazem os caprichos, o que chega a acontecer em público, tendo sido já mostrado na televisão. Isto prova que os actuais conceitos de educação estão errados e um dia as ideias que agora dominam, de não aplicar quaisquer castigos físicos em quaisquer circunstâncias, terão que mudar. O Governo Português também não os admite por serem condenados pelo ocidente e pela EU, onde as mudanças terão que ocorrer primeiro. O problema nesses países é até mais grave do que por cá, por isso, em breve, deverão chegar à conclusão que alguns castigos físicos terão que ser repostos pelos pais e até pelos professores, sob pena de estarmos a criar cada vez mais pessoas inúteis, que não se adaptarão a cumprir nem ordens, nem horários, nem quaisquer outras regras, e que viverão sempre à custa dos outros porque é mais fácil, até porque foram habituados a fazer sempre apenas o que lhes dá prazer. Na vida real não é assim e como diz o ditado “de pequenino é que se torce o pepino”...
Os castigos físicos eram bem tolerados pelas anteriores gerações de pais e no futuro voltarão a sê-lo porque compreenderão a necessidade de ser dada autoridade aos professores para castigarem os alunos mal comportados para a protecção dos seus filhos que são as primeiras vítimas dos colegas delinquentes. Actualmente as escolas não têm meios de os proteger. Há até um abuso de linguagem ao se apelidar de "crianças" a todos os jovens de menor idade. Até parece que a inteligência e a capacidade de distinguir o bem do mal chega na noite em que completam dezasseis anos. Mas uma “criança” de três anos terá a mesma capacidade de entendimento de uma de uma outra treze? Agora já não temos um vocábulo que as distinga a não ser que continuemos a chamar “bebé” à de três anos, o que também não me parece correcto! Fazendo um esforço para compreender a extensão do termo “criança” a todos os rapazes e raparigas apenas concluo que é apenas para menosprezar o aumento da delinquência e da criminalidade nas camadas jovens, porque sendo praticada por crianças não se lhes dá tanta importância.

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