Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

«O Factor Humano», Graham Greene

«Um livro belo e perturbador, repleto de ternura,


 humor, aventura e dúvida.»


The Times


  



Maurice Castle é um ex-diplomata britânico que trabalha no MI6, em Londres, e é casado com uma bela sul-africana. O seu dia-a-dia de agente de secreto parece ser mais burocrático do que se imaginaria, até que uma fuga de informação traz à tona o seu passado, desorganiza a sua vida e coloca em xeque o seu futuro.


Este livro é a história de um agente duplo, forçado a essa situação pelo seu amor por uma negra. Aborda o tema do apartheid e do racismo, condicionado de um lado pela política britânica e do outro pelas ambições russas.


O Factor Humano é considerado a obra mais madura de Graham Greene. Com sua prosa elegante, Greene medita sobre a força do amor e do segredo profissional – e sobre os sacrifícios por eles exigidos. Consegue prender o leitor com o seu enredo, mas sobretudo com a caracterização das suas personagens, pintadas com uma profunda compreensão e respeito pelas ironias, ambiguidades e as zonas obscuras da alma humana.


 



Graham Greene (1904-1991) nasceu em Berkhamsted, Hertfordshire, Inglaterra. Estudou História Contemporânea em Oxford e, a partir de 1926, começa a escrever para The Times e outros jornais. Durante a II Guerra trabalhou para o serviço de informações do Ministério dos Negócios Estrangeiros.


É um dos mais prolíficos e importantes romancistas de língua inglesa do século XX que, juntamente com John Le Carré, elevou as histórias de espionagem a um novo patamar literário. O Cônsul Honorário, O Americano Tranquilo, Assassino a Soldo, O Nosso Agente em Havana, O Terceiro Homem são só algumas das suas obras mais significativas.


Eterno candidato ao Nobel, a sua obra, uma das mais ricas deste século, onde abundam novelas de grande fôlego, é o retrato de uma vida plena de vivências a que não é alheia a sua alma de incansável viajante e de arguto observador da realidade. Extremamente versátil, romancista e contista brilhante, foi ainda dramaturgo e escreveu guiões e centenas de críticas de cinema e teatro.


 

publicado por Oficina do Livro às 10:47
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