Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

«Novo Dicionário do Islão», de Margarida Santos Lopes

«É interessante que os terroristas que alegam ser motivados por uma ideologia


religiosa ignoram frequentemente o que é o Islão.»


Jessica Stern


 




 


 


Este Dicionário do Islão, mais completo, actualizado do que a primeira edição, publicada em 2002, tenta dar algumas respostas apresentando palavras, figuras e histórias que moldaram, e ainda definem, a fé «revelada por um arcanjo», em 610 da era cristã, a um mercador a quem foi dado o nome até então invulgar de Muhammad (Maomé). Contém mais palavras, figuras e histórias mas mantém o objectivo: contribuir para descodificar uma religião que nasceu há 1400 anos – em 610 da era cristã –, mas ainda provoca desconfiança.


Nestas páginas, Islão (fé) não é igual a islamismo (ideologia); e os islamitas (crentes) nem sempre são islamistas (combatentes da jihad). Para alguns, o termo “islamista” é uma heresia linguística, mas este livro preocupa-se mais com o neologismo que caracteriza o medo e a discriminação dos muçulmanos: «islamofobia». Por isso, segue as recomendações de respeitados «islamólogos», como a muçulmana Dalia Mogahed e John Esposito, que não confundem uma maioria silenciosa e devota de 1200 milhões de fiéis com uma minoria ruidosa e fanática, que continua a matar em nome do seu profeta, Maomé, e de Deus/Allah.


 


 



 


Margarida Santos Lopes é redactora principal do diário Público onde trabalha desde a sua fundação, em 1989, e onde foi, durante nove anos, editora da secção Internacional/Mundo. Formada na Escola Superior de Meios de Comunicação Social, em Lisboa, iniciou a carreira de jornalista, em 1979, na antiga agência noticiosa ANOP. Trabalhou depois na Notícias de Portugal (NP) e na Lusa. Segue desde há 30 anos Israel e o mundo árabe e muçulmano (com reportagens na Argélia, Egipto, Iraque, Irão, Jordânia, Líbano, Marrocos, Omã, Palestina, Síria e Turquia). Ganhou o Prémio Norberto Lopes, da Casa da Imprensa, no biénio 1992-93, por uma série de artigos intitulada «A Paz no Médio Oriente», depois do reconhecimento mútuo Israel-OLP. Além de Dicionário do Islão, Palavras, Figuras e Histórias, é também autora de Arafat – A Pedra que os Palestinianos lançaram ao Mundo (Público, 2004).


 

publicado por Oficina do Livro às 12:20
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